Flores do Mal

Comprei o livro “Flores do Mal” de C.Baudelaire, nesta nova apresentação comemorativa de 40 anos da Editora Nova Fronteira. Estava cansado de ter que recorrer à Biblioteca Pública para novas releituras daquela poderosa poesia. Nesta nova edição, me chamou a atenção o fato deste livro (que contém um longo prefácio, notas, comentários, complementos, totalizando mais de 400 páginas, sendo bilingue) ser de fácil portabilidade, diferente da edição anterior da mesma editora que era medonhamente grande. Um amigo comentou que não compraria esta nova edição, mesmo com o custo de metade do preço, pois não tinha beleza alguma. Partindo deste comentário, é fácil fazer uma análise de uma das forças que movem a indústria e o mercado livreiro no Brasil, em distinção aos países que detém um número mais elevado de leitores. Por aqui, parece que a beleza da edição, é fator altamente relevante na compra de um livro. Na Europa e na América do Norte (EUA e Canadá), passa-se por uma banca de revistas e pode-se comprar títulos literários importantíssimos em formato de Livro de Bolso. Por exemplo, “Gravity’s Rainbow” de Thomas Pynchon, em papel jornal, sai por apenas sete dólares, e note que este livro tem oitocentas páginas, e cabe num bolso de um casaco ou japona, pode acreditar, sendo de fácil manuseio e dinamiza a leitura, pois você leva onde vai, lê na fila do banco, no metrô, na sala de espera de consultórios, aguardando clientes, etc.. “Da Vinci Code” custa quatro dólares e noventa centavos. Por lá, antes de sair a chamada “Hardcover” ou capa dura, todos os livros saem em papel jornal e preço muito acessível. Por conta disso, estes livros vendem em grandes quantidades. Mas por aqui, “O Arco Íris da Gravidade” que é editado pela Cia.das Letras, custa setenta reais. O livro pesa uns dois quilos, senão mais. É de difícil manuseio, cansativo até de ler aconchegado em uma poltrona confortável. Porém, é muito bonito! Todo o miolo em papel Chamois, capa plastificada e elegante, um luxo. Mas, péssimo pra leitura. A única maneira de ler este volume, é com ele em cima de uma mesa, a menos que o leitor queira ter um problema com músculos e nervos dos braços. Pra que isso? Parece que o público leitor brasileiro, antes de buscar conteúdo nos livros, busca embelezar as prateleiras de suas bilbliotecas. Livros volumosos, talvez tragam até certo status moral, a quem os possui, e de repente possam até dizer que os leram?! Só que não é bem assim, pouca gente neste Brasil, já leu “Arco Íris da Gravidade”. Pouca gente já leu “Don Quixote”! Por quê? Porque até há pouco tempo só existiam edições de grande porte destes livros! “Don Quixote” saiu em formato de bolso, pela LP&M POCKET recentemente e tenho visto por aí, muita gente devorando o grande clássico. Pois se tornou bem mais conveniente, do que aquelas edições luxuosas, cheias de adornos, e que só servem pra embelezar estantes. A Companhia das Letras iniciou uma coleção de livros de pequeno formato, já há alguns anos, e ainda há poucos títulos, mas espero, que breve passe a lançar as importante obras de seu catálogo neste formato, para que possamos andar acompanhados de boa leitura, o tempo todo e a Nova Fronteira merece elogios por dispor de 40 livros para a coleção citada no início, que realmente tem preços bons e edição útil à leitura, mas ainda há muito a trilhar para favorecer enfim, a leitura.

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Lichtgestalt – Lacrimosa

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Este disco de 2005 do Lacrimosa, vem a cimentar a importância desta dupla alemã, que mescla erudição ao peso do Doom Gothic Metal. Como se não bastassem os dois últimos albúns, o Fassade e o Echoes, já terem demonstrado a genialidade de Tilo Wolf e Anne Nurmi, este Lichtgestalt demonstra que não há tempo para distração em seu trabalho. O som é extremamente refinado, as letras sombrias e significativas, as partes pesadas são explosivas e melódicas. Perfeito, mais uma vez.

Apresentação

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Sou Denilson,

gosto de ler. escrever um pouco! aprecio cinema, mas tem que ser trabalhado! não gosto de besteiras tipo “Velozes e Furiosos”! Gosto de muitas coisas! Não gosto mesmo é de ficar parado! Quer dizer, paro pra assistir um filme que me interesse, ou para ler um livro, escutar música, coisas assim! Fora isso, pode me encontrar pedalando uma bicicleta ou fazendo um condicionamento físico! Escrevo coisas desde 6 anos. Quando tinha 6 anos, na verdade eu reescrevia histórias que lia em gibis, com outras palavras e botava outros nomes nos personagens! Tsc, Tsc!!!

E a pergunta: Por quê escrever? olha são tantas respostas, que se eu escolho alguma acabo me culpando de estar copiando algo que li e não lembro para citar a fonte! e se citar a fonte, temo ser pedante! e se temo ser pedante, é por que não tenho a firmeza necessária para pensar e passar adiante meu pensamento? Não, não, não sou ingênuo! Vou dizer, gosto de escrever, se vou ser lido? Gostaria! Se vão gostar? Não é obrigatório! Aliás, quero que rebatam minhas idéias, se houverem outras que conflitem com elas! Olha aí, talvez seja isso mesmo!

Tá, não vou sair daqui sem citar algo que estou lendo mesmo! E vou dizer : Toda arte não é nada mais do quê a radiografia do criador da obra, expondo seu interior, para o bem ou para o mal! Cabe ao interpretador da arte considerar-lhe o valor para si, porque para o criador da obra de arte a própria obra traz o valor em si!

Grato !!!